Poder local deve assumir-se como um ativo decisivo no combate às alterações climáticas, envolvendo mais os cidadãos.
Num cenário onde a sustentabilidade deixou de ser uma opção para se tornar um pilar da justiça social, os prémios DECO reforçam o seu desafio junto das câmaras municipais e juntas de freguesia a candidatarem projetos que promovam comunidades mais resilientes, verdes e energeticamente mais eficientes.
Perante a instabilidade e escalada dos preços da energia, causadas pelo conflito no Irão, a Associação reforça o seu posicionamento de que o poder local deve acelerar soluções de eficiência energética para proteger os consumidores.
Territórios mais sustentáveis: um direito de todos
“Uma transição energética justa só é possível se todos os cidadãos tiverem acesso a energia limpa, acessível e segura”, explica André Regueiro, coordenador do Departamento de Parcerias e Desenvolvimento da DECO. Por isso, “mais do que premiar a pegada ecológica, esta 3.ª edição dos Prémios DECO Municípios e Autarquias foca-se na justiça climática local”.
Segundo dados recentes, o consumo sustentável e a eficiência energética são indissociáveis do bem-estar das populações, sendo a liderança local neste domínio decisiva para o cumprimento dos objetivos de neutralidade carbónica até 2050.
Para a Associação, a transição energética só é eficaz se for inclusiva. “Estamos muito conscientes do papel das autarquias no que diz respeito à transição energética e, por isso mesmo, nesta edição dos prémios temos uma categoria totalmente dedicada a este tipo de projetos: “Políticas Verdes e Energia”, explica André Regueiro, sublinhando que “o objetivo passa por reconhecer quem coloca o cidadão no centro das políticas ambientais, promovendo soluções que combatam a pobreza energética e que regenerem o espaço público com foco na sustentabilidade”.
Município de Braga deu exemplo
Como prova de que a ação local tem um impacto direto na vida do cidadão, a edição anterior dos Prémios DECO colocou em destaque o projeto de neutralidade carbónica “Mapa de Potencial Solar e Bio-Roofs de Braga”, do município de Braga. A autarquia desenvolveu uma plataforma inovadora que permite que os munícipes simulem, de forma simples, o potencial solar dos seus edifícios. Através desta ferramenta, os consumidores tiveram a oportunidade de quantificar o investimento necessário, o tempo de retorno e a poupança anual que obteriam com a instalação de painéis fotovoltaicos ou coberturas verdes. “Este é o tipo de boa prática que queremos ver replicada: tecnologia que empodera o consumidor a tomar decisões sustentáveis com base em dados financeiros reais”, conclui o coordenador do Departamento de Parcerias e Desenvolvimento da Associação.
Candidaturas para os Prémios DECO terminam no final do mês
Na 3.ª edição dos Prémios DECO será apresentada uma nova imagem e oito novas categorias:
- Habitação e Espaço Público,
- Bem-estar e Saúde Mental,
- Turismo,
- Políticas Verdes e Energia,
- Tecnologia e Inovação,
- Educação e Juventude,
- Imigração, Inclusão e Diversidade,
- Cultura e Lazer.
As candidaturas, que vão ser avaliadas por um júri multidisciplinar, devem ser submetidas até dia 31 de março, através do website: https://deco.pt/premios-deco/
você pode gostar
-
Calculadora de Poupança de CO2 para parques solares fotovoltaicos com os cabos e-SenS
-
Estudo sobre a construção de quadros elétricos: planeamento e engenharia em foco
-
Circutor reuniu mais de 650 profissionais na Conferência sobre Qualidade de Energia
-
BYD Battery-Box HVE brevemente disponível na Rolear Mais
-
Ecar Show reforça o papel da mobilidade sustentável no contexto global de crise energética
