Com os edifícios a representarem cerca de 40% do consumo de energia na União Europeia e 36% das emissões de gases com efeito de estufa, esta é, sem margem para dúvidas, uma frente prioritária na luta contra as alterações climáticas.
Cerca de três quartos dos edifícios existentes são energeticamente ineficientes, segundo os padrões atuais, não esquecendo que entre 85% e 95% desses edifícios ainda existirão em 2050, ano-chave para atingir a neutralidade carbónica. No entanto, a taxa anual de renovação ronda apenas 1%, um valor manifestamente insuficiente para mudar o paradigma.
Até 2030, os 16% de edifícios não residenciais com pior desempenho energético terão de ser renovados. Essa fasquia sobe para 26% em 2033, pressionando o setor da construção, os decisores políticos e os próprios proprietários a agir rapidamente. A Comissão Europeia estima que estas renovações possam reduzir o consumo energético total da UE em 5 a 6%, e as emissões em cerca de 5%.
Portugal, como Estado-membro, tem até 31 de dezembro de 2025 para apresentar o seu Plano Nacional de Reabilitação de Edifícios, e até 26 de maio de 2026 terá de transpor a normativa para o seu quadro legislativo.
Um dos focos mais promissores para a melhoria do desempenho energético dos edifícios não residenciais está na renovação dos sistemas de iluminação e controlo. Três medidas destacam-se como essenciais:
- Controlo automático da iluminação, com deteção de presença e luz natural — uma medida obrigatória até 2028 (ou 2030, dependendo da potência do HVAC);
- Sistemas de monitorização energética, capazes de gerar relatórios periódicos para análise e ajuste em tempo real;
- Automatização e controlo de edifícios (BAC), com integração plena entre climatização, iluminação, ventilação e segurança. A sua implementação será obrigatória já em 2025 para edifícios com HVAC >290 kW e até 2030 para >70 kW.
A verdade é que esta diretiva confronta-nos com uma realidade: não haverá transição energética sem uma transformação profunda no parque edificado. Para que essa transição seja bem-sucedida, é necessário que o setor privado, os municípios, as ordens profissionais, os fornecedores tecnológicos e o próprio Estado estejam preparados, informados e alinhados.
O que é exatamente uma EPD – Environmental Product Declaration?
As EPDs, em português, Declarações Ambientais de Produto (DAP) são documentos padronizados que fornecem informação detalhada sobre o real impacto ambiental de um produto ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo dados fundamentais sobre consumo energético, emissões de carbono e utilização de recursos.
As empresas podem utilizar esta informação para compreender o seu desempenho ambiental e tomar decisões mais informadas que estejam alinhadas com os seus objetivos de sustentabilidade, levando à escolha de produtos e serviços mais ecológicos.
Porque são importantes as DAPs?
A iluminação representa atualmente 2% das emissões globais de CO₂, impacto que poderia ser significativamente reduzido através da substituição da iluminação por tecnologia LED, mais eficiente em termos energéticos. A iluminação é, assim, um setor em que as DAPs podem fazer uma diferença, permitindo quantificar o impacto ambiental dos produtos ao longo do seu ciclo de vida, capacitando os clientes a tomar decisões mais informadas.
Signify: transparência e sustentabilidade na iluminação
As DAPs estão a tornar-se numa ferramenta essencial para as organizações que pretendem avaliar e comunicar o impacto ambiental dos seus produtos.
Até à data, a Signify publicou mais de 3500 DAPs, cobrindo mais de 80% do seu portefólio de produtos LED, fornecendo dados verificados por terceiros sobre indicadores ambientais-chave, como o consumo de energia, a pegada de carbono e a utilização de recursos materiais.
As DAPs não só simplificam a certificação de sustentabilidade, como também promovem a transparência, promovendo a inovação sustentável e baseada em evidências.
Signify
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geral.iluminacao@signify.com · www.signify.com
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