Os elevados níveis de eficiência que os motores elétricos atuais apresentam tornam estes equipamentos a escolha primordial no esforço global para a redução de emissões poluentes em aplicações que, outrora, eram exclusivamente associadas a máquinas térmicas e hidráulicas.
Aproveitando as potencialidades associadas aos variadores de frequência, os motores elétricos não só permitem a redução das emissões, mas também a simplificação de toda a cadeia de transmissão, ao permitirem dispensar o uso de caixas de velocidades e outros equipamentos auxiliares. Por estas vantagens, a utilização deste tipo de soluções sofreu um aumento de procura assinalável, incluindo em áreas especializadas e sujeitas a solicitações extremas, tanto a nível do ambiente de instalação como a nível do tipo de funcionamento pretendido. Para tais aplicações, o motor elétrico necessita de ser cuidadosamente analisado e projetado para garantir o seu correto funcionamento durante o seu tempo de vida útil. De forma não extensiva, alguns exemplos deste tipo de aplicações são: instalação em zonas com atmosfera explosiva; exposição a atmosferas corrosivas, como o Sulfeto de Hidrogénio (H2S); exposição a temperaturas muito baixas ou elevadas; aplicações sujeitas a elevadas vibrações ou impactos; e ainda a necessidade de máquinas de grande porte (elevada potência) com velocidades elevadas (3000 rpm, por exemplo).
Atmosferas explosivas
Um tipo particular de motor elétrico é o motor antideflagrante, cujo projeto e definição de componentes é regido por normas, como as da família IEC 60079, e certificado por entidades externas ao fornecedor. Esta tipologia de motores é usada em zonas onde estão presentes atmosferas explosivas e onde o seu invólucro garante a contenção de uma potencial explosão (fruto da ignição da atmosfera envolvente) no interior do motor (Figura 1).
No projeto deste tipo de motores, temos que dar particular atenção à resistência do invólucro, que deve ser capaz de suportar uma explosão no seu interior. O dimensionamento do mesmo tem que ter em atenção à tipologia de atmosfera, uma vez que a natureza desta (gás ou poeira) afeta as pressões máximas que se podem atingir. A nível mecânico ou elétrico, outro aspeto importante, concerne à temperatura de superfície máxima que o motor é capaz de atingir. Esta deve ser inferior à temperatura mínima de ignição da substância presente na atmosfera, de modo a evitar o fenómeno de autoignição.
WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A.
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