Mas para otimizar é imprescindível começar por medir. Só através de uma monitorização detalhada é possível identificar cargas críticas, consumos desnecessários ou potenciais perdas, construindo assim planos de poupança eficazes e sustentáveis. É precisamente aqui que os sensores assumem um papel determinante: transformam grandezas elétricas e ambientais em dados concretos e fiáveis, tornando-se a base para decisões mais inteligentes e estratégias energéticas bem-sucedidas.
Sensores na monitorização elétrica
A monitorização de energia requer uma diversidade de sensores, cada um com características próprias para responder a diferentes necessidades de medição e instalação.
Transformadores de intensidade

Em medições de corrente elétrica os transformadores de intensidade são amplamente utilizados em instalações de média e grande dimensão. Têm a função de converter correntes elevadas em sinais normalizados e seguros, que podem ser analisados por contadores ou analisadores de energia. O seu papel é fundamental em quadros principais de distribuição, onde é necessário medir correntes elevadas de forma fiável e segura.
Sensores de corrente compactos

Montados em calha DIN ou integrados em subquadros, estes sensores são adequados ao chamado submetering, isto é, a monitorização de circuitos secundários ou de serviços específicos (iluminação, AVAC, tomadas, entre outros). A granularidade da medição é crucial para identificar consumos parcelares e encontrar oportunidades de poupança que, de outra forma, permaneceriam ocultas.
Bobinas de Rogowski

Caracterizam-se pela sua flexibilidade e facilidade de instalação. Estas bobinas são particularmente úteis em retrofit, ou seja, em instalações existentes, onde nem sempre é viável parar a instalação para montar sensores convencionais. Sem necessidade de abrir o circuito, permitem medir correntes elevadas com precisão, sendo ideais em situações de espaço reduzido ou de instalação temporária.
Sensores de movimento e presença com luxímetro integrado
A monitorização da energia elétrica não se limita às grandezas puramente elétricas. Em sistemas de iluminação inteligente, por exemplo, os sensores de presença e movimento, muitas vezes combinados com luxímetros, permitem regular a intensidade luminosa de acordo com a ocupação dos espaços e a luz natural disponível. Assim, a iluminação apenas funciona quando e onde é necessária, garantindo poupanças significativas.
Contributo para a eficiência energética
Os sensores não são apenas dispositivos de medição. O seu verdadeiro valor está na forma como permitem transformar dados em ação.
- Base para auditorias energéticas: ao medir de forma contínua as grandezas elétricas, possibilitam a análise detalhada dos consumos e das perdas, permitindo identificar onde atuar;
- Manutenção preventiva: a deteção precoce de anomalias, como desequilíbrios de fase ou harmónicas, evita falhas maiores e prolonga a vida útil dos equipamentos;
- Automatização de processos: integrados em sistemas de gestão técnica, os sensores permitem desligar cargas não essenciais, modular sistemas de climatização ou otimizar a iluminação em tempo real;
- Sustentabilidade: ao permitir reduzir consumos desnecessários, contribuem para diminuir a fatura energética e as emissões de CO₂.
A escolha da solução certa
O objetivo dos analisadores de energia numa instalação industrial ou comercial é recolher todas as medidas necessárias para que estas possam ser devidamente analisadas. Numa mesma instalação, podem existir circuitos principais (Main Metering), circuitos secundários (Sub Metering) e ainda circuitos de serviços (Utilities). A monitorização eficaz de cada um destes circuitos depende da seleção adequada, não apenas do tipo de analisador ou contador, mas também do sensor a utilizar, que poderá variar consoante as características da instalação e a natureza dos dados que se pretende obter.
Circuitos principais
Nos circuitos principais, a opção deverá recair sobre um analisador de energia com transformadores de intensidade de elevada precisão, capaz de medir as principais variáveis elétricas e o nível de harmónicas do sistema. Adicionalmente, através de entradas e saídas digitais, o equipamento deve permitir a emissão de alarmes e a disponibilização das variáveis medidas, bem como a integração com diferentes protocolos de comunicação.
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