Da minha parte, estou totalmente convicto que as iniciativas ligadas à automação residencial, comercial e industrial são um importante contributo para o aumento da eficiência operacional de qualquer infraestrutura e por isso assumo-me como um defensor da sua utilização.
Em simultâneo, estou também convicto que a transição energética, para além de beneficiar das iniciativas ligadas à eficiência operacional e à eficiência energética, será alcançada através do somatório de múltiplos contributos e de múltiplas tecnologias, tais como a mobilidade eléctrica, a produção descentralizada de energia elétrica renovável, a utilização de gases renováveis, a digitalização em alta escala de todas as instalações, apenas para citar alguns exemplos.
É, pois, por isso, que dedicaremos esta entrevista ao tema da mobilidade elétrica, para a qual convidei o Leonel Nogueira, Responsável do Departamento de Mobilidade Elétrica, do nosso associado CME.
João Rodrigues (JR): Caro Leonel, agradecendo a sua disponibilidade para a realização desta entrevista. Peço que comece por apresentar a CME.
Leonel Nogueira: A CME é uma empresa de engenharia e soluções tecnológicas com mais de 40 anos de experiência e uma forte presença nacional e internacional. Integrada no Grupo ProCME, atua em áreas como eletricidade, energias renováveis (eletricidade verde e gases renováveis), telecomunicações, mobilidade elétrica e eficiência energética.
A nossa visão estratégica para 2025 e anos seguintes passa por liderar a transição energética, desenvolvendo soluções que combinem sustentabilidade, inovação e criação de valor para os nossos clientes.
JR: A forma como consumimos e produzimos energia está em profunda mudança. A recente experiência do apagão reforça a consciencialização de que a energia é um fator fundamental para a nossa sociedade. Como é que uma empresa como a CME encara estas alterações?
Leonel Nogueira: Encaramos esta mudança como uma oportunidade para reforçarmos o nosso papel enquanto parceiro estratégico na transição energética.
Afirmamo-nos como uma empresa de engenharia altamente qualificada e multidisciplinar, com competências técnicas e operacionais nas diferentes frentes desta transição. Não somos meros executantes. Hoje, concebemos, integramos e operamos soluções completas, com forte incorporação de engenharia, tecnologia e inovação.
Estamos presentes ao longo de toda a cadeia de valor da energia. Temos equipas especializadas que cruzam competências em eletricidade, telecomunicações, energia renovável, ambiente, redes inteligentes, automação e engenharia, o que nos permite responder de forma integrada, ágil e sustentável aos novos desafios energéticos.
JR: Sendo o dossier desta edição de “o electricista” dedicado a “automação residencial, comercial e industrial”, áreas com grande proximidade às questões ligadas à utilização das novas tecnologias, pergunto agora sobre quais as tendências principais que a CME observa?
Leonel Nogueira: Entre as principais tendências que acompanhamos de perto, destacamos: a descarbonização e transição energética, descentralização e participação ativa dos consumidores na produção de energia, digitalização e automação e a resiliência das infraestruturas, já que eventos como o apagão, por exemplo, tornam clara a necessidade de redes mais robustas e flexíveis.
É a esta realidade que estamos atentos, desenvolvendo soluções que combinam tecnologia, engenharia e compromisso ambiental, com destaque para a eletrificação dos consumos, a mobilidade elétrica, os gases renováveis e a eficiência energética. Estas soluções integradas e inteligentes permitem otimizar recursos e garantir uma maior sustentabilidade. É nestes pressupostos que trabalhamos, diariamente, para oferecer aos nossos clientes soluções tão diversas como o nosso camião elétrico autónomo para intralogística- ATLoS, uma solução integrada de carregamento de VE com software de gestão.
Para além disso, integrámos a realidade virtual nalgumas das nossas atividades e fomos uma das 7 empresas selecionadas no primeiro leilão de compra centralizada de gases renováveis em Portugal. Estas tendências não são apenas sinais do futuro. São já o nosso presente.
João Rodrigues
Diretor Executivo da APIEE
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- Dossier “Mobilidade elétrica” da edição 62 da revista “o electricista”;
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