A Inteligência Artificial (IA) é uma área da ciência da computação que se debruça sobre o “machine learning” e os processos de aprendizagem e comportamento automático. A inteligência é vista como a característica que permite ao ser agir de forma adequada e preditiva no seu próprio ambiente. Isto inclui a capacidade de perceber dados ambientais, ou seja, reagir a impressões sensoriais, absorver informações, processá-las e armazená-las como conhecimento, entender e gerar linguagem, resolver problemas e atingir objetivos.
Factos e números da Alemanha:
- Para 69% das empresas alemãs, a IA representa a tecnologia mais importante do futuro;
- As previsões sugerem que as soluções baseadas em IA irão permitir à indústria transformadora acrescentar mais 30 mil milhões de euros de valor;
- O uso de Inteligência Artificial deve impulsionar o produto interno bruto alemão em 11,3% até 2030.
Inteligência Artificial (IA) e machine learning
Os processos de aprendizagem automática permitem que grandes quantidades de dados sejam analisadas e processadas de forma rápida e precisa. A Inteligência Artificial desbloqueia um enorme potencial em aplicações como a condução autónoma, a Indústria 4.0 ou a tecnologia médica. Muitas empresas já adotaram o uso de IA em desenvolvimento, produção ou gestão. Foi em meados do século XX que vimos o desenvolvimento dos primeiros algoritmos que ao invés de serem baseados no processamento de regras fixas, como eram os métodos anteriores, eram “ensinados” a resolver problemas através da repetição. A partir daí, também era possível lidar com tarefas cujas soluções não podiam ser descritas através de regras específicas. Aos dias de hoje, a utilização de Inteligência Artificial democratizou-se e é acessível a qualquer ser humano que disponha de acesso à internet. Para além disso, muitas ferramentas integram em si, ao dia de hoje, recursos baseados em Inteligência Artificial.
Capacidades de IA expandidas no sistema Openblue[1]
A Johnson Controls, (NYSE:JCI), anunciou um incremento significativo nas capacidades da IA no seu pacote de soluções digitais OpenBlue Enterprise Manager, parte do ecossistema digital OpenBlue. Estas atualizações abrem caminho para melhorias adicionais de Inteligência Artificial em 2025, focadas em padrões de desempenho aceites a nível global, desempenho otimizado dos equipamentos para redução de custos e maior conformidade regulamentar.
Com o OpenBlue Enterprise Manager na orientação das melhorias nas instalações, juntamente com atualizações de equipamentos e serviços proativos, os clientes estão a beneficiar de até 30% na redução dos gastos com energia, até 20% na redução nos gastos com manutenção e 10% na otimização da utilização de espaços — uma vitória para o ambiente e para os resultados financeiros.
“A expansão das capacidades de Inteligência Artificial orientadas para o cliente na plataforma OpenBlue da Johnson Controls, marca um momento crucial na evolução da tecnologia de gestão de edifícios”, afirmou o diretor de tecnologia da Johnson Controls, Vijay Sankaran.
“Estas novas funcionalidades baseadas na IA não só aumentam a eficiência operacional e a sustentabilidade, como também capacitam os proprietários e operadores de edifícios com níveis de perceção e controlo sem precedentes. Estamos empenhados em ser pioneiros em inovações que impulsionem a automação e criem ambientes mais inteligentes e responsivos para os nossos clientes.”
O sistema antecipa necessidades, analisando a utilização de energia com base em dados meteorológicos em tempo real, para criar ações de apreciação de resultados, ajudando assim os clientes a poupar energia e a reduzir as emissões de carbono.
As novas funcionalidades do OpenBlue conduzem ao futuro dos edifícios permitindo como nunca que os clientes conduzam os seus edifícios com muito menos intervenção manual. Pode ajustar os pontos de regulação com base em diagnósticos de avarias, poupando energia, carbono e acelerar potenciais poupanças de custos. Os utilizadores podem ativar ações autónomas ou utilizar o sistema para obter apoio, definindo ao mesmo tempo as suas próprias restrições operacionais.
Quando a Inteligência Artificial sabe exatamente onde cada semente foi semeada
Numa área de terra arável perto de Braunschweig, um robot de Semeadora Automática Mark planta sementes individuais no solo a uma distância precisa de 2 cm e armazena as suas coordenadas GPS com exatidão, encontrando-se em fase de testes. Este robot, desenvolvido no Institute for Mobile Machines and Commercial Vehicles at Braunschweig Technical University (TU) and – por iniciativa do Julius Kuhn Institute (JKI) – é capaz de semear sementes com geolocalização e faz parte de um novo conceito de plantação. A agricultura pontual tem potencial para tornar a agricultura muito mais ecológica e rentável. A agricultura pontual é uma nova forma de agricultura de precisão que utiliza abordagens assistidas por Inteligência Artificial. A JKI e a TU trabalham em conjunto com outros parceiros para realizar pesquisas e estabelecer se e como o conceito pode ser implementado na prática. Imagens de satélite, mapas do solo e perfis de elevação são utilizados para calcular mapas pontuais, que formam a base para dividir grandes campos em pequenas áreas (manchas) que têm condições de solo semelhantes e também recebem a mesma quantidade de luz e fornecimento de água.

A ideia é que diferentes produções adequadas ao local específico sejam cultivadas em locais designados – irão ser semeadas e mantidas por equipamentos como Mark, a semeadora assistida por AI ou por outros equipamentos idênticos que ainda não foram desenvolvidos. O sucessor de Mark já está a ser trabalhado e deverá ser capaz de espalhar fertilizantes também. E será capaz de descer perto das raízes das culturas plantadas. A intenção é que os nutrientes só sejam administrados às culturas que apresentem sinais de deficiência de nutrientes. As câmaras também podem ser usadas para identificar e remover ervas daninhas indesejadas.
Este projeto de Inteligência Artificial tem o potencial de poupar 50% dos fertilizantes e pesticidas atualmente utilizados e produzir pelo menos o mesmo rendimento com apenas metade do número de sementes. Isso pressupõe que a agricultura pontual passe do laboratório de testes para o uso prático na agricultura.
[1] MILWAUKEE, Nov. 12, 2024 /PRNewswire. Johnson Controls Expands AI Features in OpenBlue digital ecosystem. Disponível em: www.johnsoncontrols.com.
[2] TROX. 2025. IA: A tecnologia do futuro [traduzido e adaptado pelo Grupo Contimetra/Sistimetra do original “AI: the technology of the future.”]. TROX Life, nº 25: AI + air conditioning technology – The potential of intelligent algorithms.
texto traduzido e adaptado por Grupo Contimetra/Sistimetra[2]
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- Reportagem “Descodificar os dados – a plataforma OpenBlue como pilar da descarbonização dos edifícios” da edição 93 da revista “o electricista”;
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