A 85 Km da sede da empresa, no Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, tudo foi preparado para receber a primeira edição do Morgado Connect. Com parceiros e clientes vindos um pouco de todo o país, a empresa do Porto deu as boas-vindas aos participantes com um cocktail à entrada da fábrica da Vista Alegre. Contudo, foi no segundo andar, numa sala com teto alto com ripas de madeira e iluminada em tons laranja, cor da Morgado, que os presentes se sentaram para o que prometia ser apenas uma noite onde se iria falar de IA.
André Castro, Diretor Comercial da Morgado&CA, foi o primeiro a apresentar a ideia de que “estava na hora de conectar”. Com o objetivo de juntar pessoas, o Morgado Connect foi apresentado como um espaço para networking, mas também para partilha de informação e conhecimento, que irá “trazer uma série de reflexões sobre o futuro”. “Muito se tem falado em avanços tecnológicos e IA. Por isso, nesta primeira edição, tínhamos de ter alguém que fosse autoridade no assunto”, disse o Diretor Comercial, que apresentou o speaker do evento, o autor Patrick Dixon.
Patrick Dixon, especialista britânico sobre tendências e gestão, veio falar sobre o “Impacto da IA na economia e nos negócios”. Com uma energia contagiante, o escritor estabeleceu logo de imediato uma ideia base: “prever o futuro é fácil. Nós sabemos o que vai acontecer. Vocês sabem como o vosso vai evoluir. Só não sabemos é o quando”, desafiou. Daí, trilhou um caminho do que virá a ser o futuro, que se espera, com base em tudo o que se sabe atualmente. Referiu as políticas de Trump e os seus objetivos por detrás da descida do valor do dólar, que irá levar à perda do controlo do senado e a futuras eleições. Referiu que o transporte de mercadorias vai continuar a ser feito em navios, tendo em conta que “custa mais mover uma mercadoria entre cidades de Itália do que, de barco, entre Lisboa e a China”. Referiu que esses navios vão continuar do mesmo tamanho, uma vez que estão condicionados pela largura dos canais do Suez e do Panamá, da mesma maneira que o tamanho dos carros vai permanecer o mesmo devido à largura das estradas. “As coisas não vão mudar assim tanto quanto se pensa”, continuou Patrick Dixon. “Muitas coisas mudam, mas outras ficam exatamente igual e o mundo continua a rodar”.
De forma a reforçar a facilidade da previsão do futuro, o autor continuou com os temas da migração e das mudanças climáticas. “A migração é uma força maior do que qualquer governo”, disse, apontando para 1 bilião de migrantes em 30 anos. Por sua vez, “grandes desastres vão levar a uma enorme aceleração da ação climática”, continuou. O aumento da humidade para níveis insuportáveis, os painéis solares cada vez mais baratos, o preço da energia a atingir o zero ou valores negativos e o grande investimento em smart meters foram apenas alguns dos exemplos que Patrick Dixon deixou. “Como podem ver, não é difícil ver o que vai ou pode acontecer”. Com um pensamento de que todas estas situações são inevitáveis, o autor voltou a reforçar: “falta é saber quando!”.

Como a IA vai mudar a vida de todos
Patrick Dixon continuou a falar do futuro e referiu o grande investimento atual em IA que é feito por grandes empresas tecnológicas como o IBA Group, a Google ou a Tesla. O autor do livro “How AI will change your life” (Como a IA vai mudar a sua vida) aprofundou este tema em particular com a partilha de alguns dados que surpreenderam a plateia. “Sabiam que o vosso uso de IA provavelmente duplicou o vosso consumo energético?”, perguntou o autor, que afirmou que criar uma imagem com IA utiliza a mesma quantidade de energia do que carregar um Iphone. “Isso cria oportunidades para a vossa indústria! É por isso que a Microsoft acabou de comprar uma central nuclear”, continuou. O autor referiu ainda o caso de Noland Arbaugh, tetraplégico americano conhecido por ser o primeiro humano a receber um implante de interface cérebro-computador da Neuralink. “Não precisamos de saber como funciona a IA. Precisamos de lhe dar dados e dar uma forma de comunicar para fora”, desafiou.
Em particular, se olharmos para o que pode ser o futuro da saúde global, em termos de benefícios, Patrick Dixon afirma que a IA pode facilitar a previsão de diagnósticos, assim como a sua monitorização, criando uma fusão entre o hospital e a casa de cada um. “Sabiam que metade dos vossos genes são os mesmo que de uma banana?”, brincou o autor, criando uma gargalhada geral na sala. “Ler o código genético de uma pessoa era muito caro. Agora é mais barato e prevê-se que virá a ser grátis. Mas será que essa é uma informação que queremos?”. Para o autor, que acredita que “o foco principal na saúde tem sido uma questão prática com uma solução simples de IA”, existe sempre uma questão emocional.
por Sara Lopes
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