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Estratégias para enfrentar pobreza energética e a ineficiência térmica em Portugal

Estratégias para enfrentar pobreza energética e a ineficiência térmica em Portugal

“Edifícios do Futuro” é o tema do Congresso Internacional que decorre a 6 de junho, na Universidade do Minho, em Braga. Altino Bessa, Vereador do Ambiente e Turismo do Município de Braga, e Miguel Bandeira, Pró-Reitor da Universidade do Minho, vão marcar presença na sessão de abertura.

Analisar estratégias e conhecer soluções para enfrentar a pobreza energética e a ineficiência térmica em Portugal. Será este o tema de um congresso internacional que vai juntar, a 6 de junho, na Universidade do Minho, em Braga, vários especialistas e investigadores das áreas da climatização, construção e arquitetura. Promovida por duas empresas de referência nestes setores, a Giacomini, com sede em Itália, e a Milei, fundada há 40 anos em Braga, a iniciativa visa, também, sensibilizar, mobilizar e desafiar a indústria, o governo e os profissionais a encontrar soluções que respondam a dois dos maiores problemas no país, o desconforto térmico e falta de eficiência económica.

O evento, que contará com a presença de Altino Bessa, Vereador do Ambiente e Turismo do Município de Braga, e Miguel Bandeira, Pró-Reitor da Universidade do Minho, vai reunir, em Braga, um vasto grupo de profissionais com conhecimento e experiência nestes mercados. Entre outros, serão ainda abordados tópicos emergentes como a descarbonização do setor dos edifícios, soluções de climatização em edifícios residenciais, empresariais ou públicos e o orçamento familiar.

Esta é uma iniciativa pioneira em Portugal que procura ir ao encontro de um problema real e que afeta centenas de famílias no nosso país“, revela Vasco Silva, Diretor Geral da Giacomini Portugal. “Todos sabemos que Portugal é um dos países mais frios da Europa. Não no clima (sendo até um dos mais quentes), mas na sensação e conforto térmico que se vive dentro dos edifícios“, explica o responsável.

Um estudo do ISEG para a EDP revelou que 75% do edificado nacional não tem condições de isolamento térmico, recorrendo-se, quando existem condições económicas, com maior intensidade a dispositivos de aquecimento e arrefecimento. Ora este é um cenário que carece de mudança, de transformação e de respostas assertivas. Este encontro visa precisamente isso, desafiar todas as entidades e agentes com poder de decisão a apresentar, a debater e a definir linhas orientadoras que nos permitam ter, no futuro, edifícios mais eficientes e amigos do ambiente e, acima de tudo, famílias com mais conforto e bem-estar nas suas casas”, esclarece Vasco Silva.

O Congresso Internacional, marcado para 6 de junho, contará, ainda, com a participação de intervenientes de Itália e Espanha, com elevada formação e experiência em sistemas de climatização de espaços públicos, como é o caso de hospitais. “Queremos evidenciar casos concretos, exemplos de sucesso do que se faz lá fora, para que os nossos profissionais se sintam inspirados e conscientes de uma mudança que é necessária”, remata o representante.

A sessão, que decorrerá no auditório B2 do Edifício 2 da Universidade do Minho, é gratuita, mas requer inscrição prévia devido à lotação do espaço.

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