De 8 a 9 de maio, o local à beira rio reuniu 65 empresas, entre as quais 25 distribuidores grossistas e 40 importadores e fabricantes do setor, contando com a participação de mais de 160 profissionais, tendo sido a maior participação de sempre.
Como habitual, o Encontro AGEFE começou com um jantar de confraternização, onde foram atribuídos os Prémios Fornecedor do Ano, relativos a 2024. Este ano, as empresas distinguidas foram a Finder (na categoria de Automação, Controlo e Instrumentação), a General Cable Celcat (na categoria de Cabos), a Legrand (na categoria de Comunicação, Redes e Segurança), a Hager (na categoria de Distribuição de Energia), a Ledvance (na categoria de Iluminação), Wallbox (na nova categoria de Mobilidade Elétrica) e a Obo Bettermann (na categoria de Material de Instalação e como grande vencedora do Prémio Fornecedor do Ano 2024).

Por sua vez, os trabalhos do segundo dia começaram com a promessa de um dia diferente.
Luís Fonseca, presidente do Conselho Setorial de Material Elétrico da AGEFE, destacou o simbolismo especial do evento deste ano, por coincidir com o 50.º aniversário da associação e com uma conjuntura particularmente desafiante. “Vivemos períodos desafiantes, mas ao mesmo tempo também repletos de oportunidades. É meu desejo que este encontro seja uma reflexão, uma troca de experiências, uma troca de ideias “, referiu na abertura. Para além da intervenção de dois keynote speakers, seguida por um painel de debate com moderação a cargo de João Maia Abreu, os presentes iriam fazer parte de um workshop, que ocuparia a grande maioria do dia.

Tendências na geopolítica, economia e energia
“Estamos numa transição energética ou estamos numa adição energética?” Foi com este desafio que Nuno Ribeiro da Silva, consultor de energia e professor universitário, prendeu toda a plateia. Segundo o consultor, a ideia de transição energética não é nova. Viu-se primeiro quando se passou na lenha para o carvão e, mais tarde, do carvão para o petróleo, mudança essa que levou 100 anos até o consumo do petróleo superar o do carvão. “Esta situação, sendo necessária, é muito mais difícil do que se previa”, disse Nuno Ribeiro da Silva, admitindo que contrariamente ao expectável a transição energética atual não “se faz do dia para a noite”, até porque não começamos com uma folha em branco.
“É preciso também ver que a transição energética não é só uma questão de energia. Há sempre 2 coisas que temos de juntar: energia e um aparelho. Para a luz: eletricidade + lâmpada. Para a mobilidade: combustível + veículo. Ou seja, a transição energética é a parte energética mais todos os aparelhos, cultura e hábitos somados”, explicou. De forma muito pragmática, o consultou declarou que é nesse grande alcance que o setor tem de trabalhar, numa “mudança que nunca será estável e linear”. “Vai ser sempre diferente em várias partes do mundo. Isto não é uma questão que vos deva desanimar”, reforçou, lançando a ideia que este é “um novo paradigma que se vai construindo”. Nuno Ribeiro da Silva confessou ainda que acredita que não vai ser possível chegar às metas de 2030 ou 2050, mas este é “um caminho que se vai caminhado”. “É bom ter desafios exigentes, mas tenham consciência que a questão é extremamente complexa e desafiante. É a caminhar que se faz o caminho, como se costuma dizer, mas há que ir atento à condução e não só ao caminho traçado”, continuou.
Sem deixar de mencionar o apagão de 28 de abril, o consultor de energia falou na dependência energética de Portugal como o seu calcanhar de Aquiles. Contudo, com um bouquet de fontes para mitigar esta franqueza, como as fontes de energias que podemos retirar da água, do solo e do vento, “este paradigma que vivemos é favorável para nós”. “Este é o meu pontapé de saída”, concluiu.
por Sara Lopes
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