Num setor altamente regulado e bastante maduro como o ITED, a inovação surge como fator diferenciador, elevando o desenvolvimento de soluções para além do cumprimento normativo.
Reinventar o ITED, mantendo a garantia de cumprimento do mesmo, visando o desenvolvimento de soluções mais eficazes, funcionais e seguras, que permitam criar infraestruturas mais organizadas e antecipem as necessidades presentes e futuras, é o desafio que se impõe a todos os intervenientes.
CVM – Câmara de Visita Multioperador
A CVM faz parte da rede de tubagem das ITED e é constituída por um compartimento – para instalação no subsolo no exterior dos edifícios – através do qual é possível fazer a ligação subterrânea às redes de operador.
Para além de cumprir com os requisitos da norma EN124, a tampa CVM deve estar identificada com a palavra CVM e Telecomunicações, e a dimensão mínima interna, definida pelo Manual ITED 4, deve ser de 300×300 mm.
A tampa CVM a instalar deve estar de acordo com o local de aplicação, de acordo com as seguintes classes:
| CLASSE | Aplicação |
| A15 | Zonas utilizadas exclusivamente por peões e ciclistas. |
| B125 | Passeios, zonas para peões e zonas comparáveis, parques de estacionamento e silos de estacionamento para viaturas ligeiras. |
| C250 | Zona de valetas de rua ao longo de lancis que, medida a partir da aresta do lancil, se prolongue no máximo 0,5 m na via de circulação e 0,2 m do passeio. |
| D400 | Vias de circulação (incluindo ruas para peões); bermas estabilizadas e parques de estacionamento para todos os tipos de veículos rodoviários. |
CAM – Caixa de Acesso Multioperador
A Caixa de Acesso Multioperador, para uso exclusivo do edifício, garante a interligação à tubagem subterrânea, por dois tubos com dimensões mínimas de Ø63 mm, para acesso às redes de operador.
A CAM está prevista para instalação em parede, identificada com a palavra “Telecomunicações” ou com a letra “T”, como alternativa à CVM.
Quando instalada com abertura para o exterior do edifício deve incluir um dispositivo de fecho com segredo, como por exemplo a fechadura do tipo RITA.
Caso seja instalada com abertura para o interior do edifício, pode incluir um dispositivo de fecho sem segredo, como por exemplo, a fechadura do tipo puxador ou triangular.
Boas práticas de instalação
De acordo com o Manual ITED 4, a instalação da CVM ou da CAM, que garante o ponto de acesso entre a infraestrutura do edifício e as redes dos operadores, é obrigatória.
Embora ambas cumpram a exigência regulamentar, optar por uma CVM oferece uma vantagem importante na instalação, ao evitar que os dois tubos de Ø63 mm, necessários na instalação da CAM, terminem expostos no limite da propriedade, sem ligação definida, tornando a instalação menos organizada e mais vulnerável a danos.
Sempre que possível, recomenda-se privilegiar a instalação da CVM, assegurando uma solução tecnicamente mais robusta, duradoura e alinhada com as boas práticas ITED.
Independente da solução escolhida, CVM ou CAM, ambas devem ser corretamente tamponadas, de forma a proteger as condutas de acesso aos edifícios de sujidades, animais e/ ou infiltração de humidade (ponto 5.1.1.1 – Manual ITED 4).

ATE – Armário de Telecomunicações de Edifício
O Armário de Telecomunicações de Edifício integraos Repartidores Gerais (RG) para as três tecnologias – Par de Cobre (PC), Coaxial (CC) e Fibra Ótica (FO) – permitindo realizar a transição entre as redes de operador e as redes de edifício.
No dimensionamento do ATE, deve ser considerado o número de fogos do edifício e deve garantir 50% de espaço de reserva para colocação dos primários dos RG, porparte dos operadores.
O ATE deverá cumprir com as seguintes dimensões mínimas, sendo que a largura e a altura são intermutáveis entre si:
| N.º DE FOGOS | ATE – DIMENSÕES MÍNIMAS INTERNAS (mm) |
| 2 a 10 | 500x600x200 |
| 11 a 22 | 800x900x200 |
| Mais de 23 | 800x1000x200 |
QUITÉRIOS – Fábrica de Quadros Eléctricos, Lda.
Tel.:+351 231 480 480 · Fax: +351 231 480 489
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