Foi na Light+Building, que decorreu de 8 a 13 de março, que a Signify decidiu marcar o seu regresso às feiras da Indústria. “Estamos de volta!”, assegurou As Tempelman, CEO da empresa. No cargo há pouco mais de seis meses, o CEO explicou energeticamente que a presença na feira pretendia ser “mais do que uma montra de produtos”. “Estamos a operar em ecossistemas. Sozinhos não vamos conseguir e é por isso que estamos aqui”, afirmou.
Depois de reforçar que o ano estava a ser duro para a indústria elétrica, As Tempelman confessou-se otimista porque, apesar de tudo, ainda vê oportunidades. “Quero focar-me, hoje, em duas coisas: inovação e transformação”, disse. Segundo o CEO, a inovação traz consigo a capacidade de adaptação, referindo brevemente a nova solução da Signify Interact que iria ser apresentada mais à frente. “Vemos uma mudança em direção à iluminação integrada e a soluções conectadas”, continuou, explicando que essa alteração vem acompanhada pela evolução dos conceitos de sustentabilidade e eficiência.

Ao falar da evolução da luz LED, o CEO explicou que “estamos a acender mais luzes, utilizando uma menor porção de eletricidade”. Isso leva a uma crescente necessidade por programas de sustentabilidade como o “Brighter Lives, Better World 2030”, que iria ser revelado alguns momentos depois. “A iluminação está a tornar-se uma parte intrínseca dos edifícios inteligentes” e As Tempelman acredita que a iluminação pode melhorar a qualidade de vida, poupar energia e preservar os recursos.
Signify Interact para Edifícios Inteligentes
Coube a Greg Nelson, Executive Vice President – Systems & Services na Signify, apresentar as inovações que a marca trouxe à feira alemã. “A iluminação é o sistema nervoso dos edifícios e das cidades”, começou por dizer. Para o especialista, a iluminação conectada permite aumentar a sustentabilidade, remover complexidade e expandir a sua utilização.
“A plataforma Interact ajuda os clientes a evoluir para além da iluminação e em direção a sistemas adaptativos, orientados por dados e tetos digitais concebidos em função da forma como as pessoas vivem e trabalham. Conectar iluminação interior e exterior com dados e insights em tempo real capacita os proprietários de edifícios e as cidades a operarem de forma mais eficiente e a adaptarem-se a condições dinâmicas, reduzindo, simultaneamente, os custos energéticos e operacionais. O resultado são edifícios mais eficientes, estradas mais seguras e ambientes urbanos mais resilientes“, explicou.
Assim, Greg Nelson apresentou a Signify Interact para Edifícios Inteligentes, uma plataforma de iluminação conectada que transforma edifícios em ambientes inteligentes. A nova plataforma permite uma monitorização centralizada e em tempo real, automação e otimização da iluminação para todos os tipos de espaços profissionais interiores, independentemente da sua dimensão. Ao combinar iluminação conectada com insights de dados, o sistema Interact para edifícios inteligentes melhora o desempenho dos edifícios, simplifica as operações, reduz custos de instalação, melhora a experiência dos ocupantes e oferece poupanças de energia em linha com os objetivos de sustentabilidade.
Além deste destaque, GregNelson apresentou ainda o sistema de gestão de iluminação exterior híbrido e celular EasyConnect, o sistema de Gestão Central e os sistemas de Iluminação Adaptável ao Tráfego e Clima. “A tecnologia por si só não é o objetivo final”, rematou o Vice-Presidente, apontando que o propósito da iluminação inteligente deve ser melhorar a qualidade de vida.
A nova fase da Signify
Depois de antecipado por As Tempelman, foi oficialmente anunciado o novo programa de sustentabilidade da marca. Marcando a próxima fase da Signify, Maurice Loosschilder, Global Head of Sustainability da Signify, explicou que os últimos “anos têm testado a resiliência das pessoas e dos negócios. No entanto, imaginem o que a luz pode fazer e o que nós podemos fazer com a luz”.
Assim, a Signify criou o “Brighter Lives, Better World 2030”, o seu novo programa de sustentabilidade concebido para expandir o alcance da iluminação eficiente em termos de energia e recursos. O programa tem como objetivo melhorar vidas e assenta em novas iniciativas que vão apoiar as ambições de sustentabilidade dos clientes. O programa responde à procura crescente de soluções eficientes, conectadas e eletrificadas. Abordando a crescente procura de eletricidade e a volatilidade dos preços, a escassez de recursos e a necessidade de ambientes mais saudáveis, seguros, resilientes e habitáveis, este programa transforma o potencial da luz com um impacto significativo.

“Estamos orgulhosos de apresentar o terceiro capítulo de Brighter Lives, Better World. O nosso novo programa constrói-se sobre o progresso da última década, mantendo-nos totalmente comprometidos com a nossa ambição de neutralidade carbónica até 2040, com novos objetivos focados na redução do consumo de energia e recursos dos nossos clientes. Simultaneamente, continuamos a trabalhar em inovações que melhoram a segurança, a saúde e o bem-estar“, afirmou o Global Head of Sustainability da Signify.
O programa rege-se por três pilares: benefícios para além da iluminação, eficiência energética como acelerador de crescimento, e eficiência de recursos e valor circular.
No que toca aos benefícios para além da iluminação, a Signify pretende continuar a expandir o papel da iluminação concebida para melhorar a qualidade de vida, tornar os ambientes interiores mais acolhedores e produtivos, melhorar a segurança nas cidades e comunidades, permitir uma produção alimentar mais eficiente e aumentar o acesso à iluminação solar.
Já a eficiência energética é vista pela marca como um motor poderoso para a eletrificação e a transição energética. Através de avanços contínuos em iluminação LED e iluminação conectada, a Signify pretende ajudar os clientes a reduzir a procura de energia, gerir custos e reduzir emissões, comprometendo-se a economizar cumulativamente 60 TWh de energia para os clientes e a alcançar uma redução de 35% na intensidade das emissões de CO₂ do portefólio anualmente.
Por fim, para alcançar progressos na economia circular, a Signify irá escalar produtos duráveis, atualizáveis, reparáveis e recicláveis, bem como serviços circulares. Estas soluções foram concebidas para circularidade, seguindo o modelo “usar menos, usar mais tempo, usar novamente“, que visa reduzir o consumo de materiais virgens e energia, enquanto proporciona aos clientes mais valor a longo prazo. “Isto é mais do que um programa de sustentabilidade. Estamos a transpor a potencialidade da luz”, rematou Maurice Loosschilder.
A Signify Circle
Sophie Breton, President Professional Business Unit Europe, foi a última a subir ao palco da Signify na Light+Building 2026. “A volatilidade do mercado e do setor vai continuar. Por isso, pretendemos transformar a circularidade em algo prático, valioso e preparado para o futuro”, explicou ao apresentar a Signify Circle, uma iniciativa para clientes profissionais que irá apoiar as suas ambições de economia circular. Entrega produtos, serviços e modelos comerciais alinhados com normas circulares rigorosas, juntamente com rotulagem clara e transparente e educação dos clientes.
“Os nossos clientes querem produtos em que possam confiar – que durem muito tempo e se possam adaptar às suas necessidades em constante mudança“, afirmou Sophie Breton. “A Signify Circle irá ajudar os nossos clientes profissionais na Europa a fazer escolhas informadas sobre os produtos e serviços de que precisam para apoiar as suas ambições de economia circular“. Com a circularidade a desempenhar uma vantagem competitiva, a especialista reforçou a aposta concreta que a Signify faz, apresentando alguns exemplos como o Luna Gen I Upgrade Kit.
A press conference da Signify na Light+Building terminou como começou, com a promessa de que a marca vai fazer mais e melhor, onde a parceria e o trabalho em conjunto é visto como fundamental.
por Sara Lopes
Signify Portugal
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